O envelhecimento, para muitas pessoas, é assustador. Ouvimos dizer que os nossos corpos não vão funcionar mais como antes e que nossa memória vai se perdendo lentamente. Não teremos a mesma energia da juventude e tudo vai se tornando mais difícil de manejar.
Há pessoas que, por essas e outras razões, têm medo do que isso pode acarretar, principalmente com relação à perda de liberdade. Esse texto está aqui para pavimentar uma outra visão sobre o envelhecimento. E se eu disser que a ciência vem estudando esse tema e os estudos apontam algo diferente?
A terceira idade pode ser sinônimo de atividade, de inteligência, de movimento e de concretização. Acreditem. A ciência da longevidade está no início do seu florescimento. A cada ano que passa, temos mais avanços tecnológicos e mais capital sendo investido nessa área. O interesse, tanto dos pesquisadores quanto do público em geral, só cresce. E isso não vai parar.
O que acontece é que a ciência está começando a descobrir como nós envelhecemos. Isso muda tudo. Sabendo a fisiologia do envelhecimento, conseguimos pesquisar como adiá-lo ou diminuir a sua velocidade.
Mas o que significa envelhecimento? Segundo as pesquisas, o envelhecimento é descrito como um processo fisiopatológico que é gradual e irreversível. Ele apresenta uma diminuição na função de tecidos e células do nosso corpo. Aumenta de forma significativa o aparecimento das doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento, como: doenças neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson), diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.
E qual a importância de estudá-lo? Sabemos hoje que o denominador comum da vasta maioria das doenças crônicas que acometem a sociedade é o envelhecimento. Essas condições podem causar um sofrimento físico e mental para quem convive com a doença e quem está ao redor. Se entendermos como o envelhecimento funciona, em nível metabólico e celular, podemos encontrar estratégias para retardá-lo.
Elas são mudanças de estilo de vida, alimentação e suplementação que podem adiar o aparecimento dessas doenças. Ou seja, vamos aumentar nossos anos saudáveis de vida. Viver mais e viver bem. Vocês provavelmente conhecem uma pessoa que, diariamente, precisa tomar diversos medicamentos para controlar pressão alta, colesterol alto, memória ou dor. Envelhecer não precisa necessariamente resultar nesses males. Essa lista de medicamentos pode diminuir (e quem sabe, um dia, até sumir).
Os estudos sobre o processo de envelhecimento são essenciais para encontrarmos soluções práticas, seguras e eficientes para fazer com que vivamos uma vida longa e saudável, com a menor incidência possível dessas doenças crônicas. Porque ter uma vida longeva mas com pouca saúde não traz felicidade.
No futuro será comum vermos homens e mulheres de 60+ anos escalando montanhas, participando em competições de alto nível esportivo, correndo maratonas e ousando novas carreiras no mercado de trabalho. Que venha essa nova era da humanidade!
Referência:
Guo, J., Huang, X., Dou, L. et al. Aging and aging-related diseases: from molecular mechanisms to interventions and treatments. Sig Transduct Target Ther 7, 391 (2022). https://doi.org/10.1038/s41392-022-01251-0


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