Proteína vegetal pode estimular um envelhecimento mais saudável, diz estudo

Um novo estudo liderado por pesquisadores do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana do USDA Jean Mayer, na Universidade Tufts, fez uma importante descoberta sobre o impacto do consumo de proteína vegetal no envelhecimento feminino.

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Conduzido ao longo de três décadas e utilizando dados do Nurses’ Health Study, sediado em Harvard, o estudo evidenciou que mulheres que incorporam quantidades maiores de proteína na dieta, especialmente de fontes vegetais, apresentam uma menor incidência de doenças crônicas e são mais propensas a desfrutar de uma saúde plena na velhice.

“Consumir proteína na meia-idade foi associado à promoção da boa saúde na velhice. A fonte de proteína também desempenha um papel crucial, com a maioria da proteína proveniente de fontes vegetais na meia-idade, combinada com uma pequena quantidade de proteína animal, demonstrando ser propícia para uma boa saúde e sobrevivência até idades mais avançadas”, afirmou o pesquisador principal do estudo, Andres Ardisson Korat, cientista do HNRCA.

Proteína vegetal reduz doenças associadas à idade

Os resultados indicaram uma redução notável nas taxas de doenças cardíacas, câncer, diabetes e declínio cognitivo e mental em mulheres que adotaram uma dieta rica em proteínas provenientes de frutas, vegetais, legumes e grãos.

Em contraste, aquelas que consumiam quantidades mais significativas de proteína animal, como carne bovina, frango, leite, peixe/frutos do mar e queijo, mostraram uma probabilidade 6% menor de manter uma boa saúde com o envelhecimento.

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Além disso, os pesquisadores observaram que a proteína de origem vegetal estava mais consistentemente correlacionada com benefícios para a saúde mental em comparação com a proteína animal. 

Para doenças cardíacas, um consumo elevado de proteína vegetal associou-se a níveis mais baixos de colesterol LDL, pressão arterial e sensibilidade à insulina, enquanto a ingestão de proteína animal mostrou associação com níveis mais altos, juntamente com um aumento do fator de crescimento semelhante à insulina, previamente relacionado a diversos tipos de câncer.

Os pesquisadores reconheceram que os benefícios da proteína vegetal podem ser atribuídos não apenas à proteína em si, mas também a componentes presentes nos alimentos vegetais, como fibras alimentares, micronutrientes e polifenóis benéficos.

Embora o estudo tenha focado principalmente em mulheres brancas da área da saúde, os pesquisadores ressaltaram a necessidade de pesquisas adicionais em grupos mais diversos. 

“Os dados do estudo tendiam a ser muito homogêneos em termos de composição demográfica e socioeconômica, então será valioso realizar um estudo em coortes mais diversas. É um campo que ainda está evoluindo”, afirmou Ardisson Korat.

Como incluir mais proteínas de origem vegetal na dieta?

Quinoa é fonte de proteína vegetal e pode levar a um envelhecimento mais saudável

Consumir alimentos ricos em proteínas vegetais não é apenas benéfico para a saúde, mas também para o meio ambiente. 

Além disso, as proteínas vegetais podem ser tão eficazes quanto as proteínas animais para atender às suas necessidades nutricionais. 

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Aqui estão algumas dicas práticas para aumentar sua ingestão de proteínas vegetais:

Inclua leguminosas nas receitas

Leguminosas como lentilhas, grão-de-bico, feijões e ervilhas são excelentes fontes de proteína. Você pode adicioná-las a saladas, sopas, ensopados ou até mesmo torná-las o ingrediente principal em pratos como curry de lentilhas ou ensopado de grão-de-bico.

Experimente tofu e tempeh

Tofu e tempeh são produtos à base de soja versáteis e ricos em proteínas. Eles podem ser grelhados, refogados, assados ou adicionados a sopas. Sua capacidade de absorver sabores os torna uma ótima adição a uma variedade de pratos.

Coma mais nozes e sementes

As oleaginosas, como amêndoas, nozes, sementes de chia e linhaça, são ricas em proteínas, além de fornecerem gorduras saudáveis e fibras. Polvilhe-as em saladas, misture em smoothies ou use como cobertura para iogurte e aveia.

Troque os refinados por grãos integrais

Grãos integrais como quinoa, cevada e arroz integral oferecem uma quantidade significativa de proteína. A quinoa, em particular, é uma proteína completa, contendo todos os nove aminoácidos essenciais.

Invista em suplementos de proteína vegetal

Para um impulso extra de proteínas, especialmente após o exercício, considere suplementos de proteína vegetal. Algumas opções incluem proteína de ervilha e proteína de proteína de arroz. Estas podem ser facilmente adicionadas a smoothies e shakes.

Faça snacks de edamame

Edamame é o mesmo que sojas verdes, que ficam deliciosas como lanche ou aperitivo. São ricas em proteínas e podem ser consumidas cozidas ou no vapor, temperadas com uma pitada de sal.

Use levedura nutricional

A levedura nutricional é um item essencial em muitas dietas vegetais. Rica em proteínas e com um sabor que lembra queijo, é ótima para polvilhar em pipoca, adicionar a pratos de massa ou usar em molhos.

Aposte no tradicional arroz com feijão

Feijões são uma maneira simples de aumentar a ingestão de proteínas. Experimente combinar o arroz  de todo dia com feijão preto, feijão vermelho ou feijão carioca para uma refeição saborosa, nutritiva e rica em proteínas.

Planeje as refeições

Certifique-se de que suas refeições sejam equilibradas com uma boa mistura de proteínas, carboidratos e gorduras. Incluir uma variedade de fontes de proteínas vegetais ao longo do dia pode ajudar a atender às suas necessidades proteicas na dieta.

Referência:

Korat AVA. 2024. Dietary protein intake in midlife in relation to healthy aging – results from the prospective Nurses’ Health Study cohort. The American Journal of Clinical Nutrition, https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0002916523662823.

Autor

  • Comitê Científico Lifespan

    O Comitê Científico do Lifespan é composto por jornalistas, pesquisadores, médicos e estudiosos da longevidade humana. Nosso objetivo é analisar, interpretar e trazer ao público as principais notícias e descobertas desse ramo, com base na ciência.

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