Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Singapura, relataram em um artigo publicado na revista Nature Communications que enquanto jovens vermes experimentaram encurtamento da vida útil em resposta ao estresse celular, um estímulo semelhante em vermes idosos foi capaz de estender sua sobrevivência. Embora o estudo tenha sido realizado em vermes redondos (Caenorhabditis elegans), esses organismos anatomicamente simples dependem de genes semelhantes aos humanos para controlar a divisão e morte celular. Portanto, esses resultados podem abrir novas possibilidades de pesquisa em terapêuticas para distúrbios e doenças relacionados à idade em humanos.
Como as células reconhecem um estímulo de estresse?
Fatores de estresse para as células podem incluir condições ambientais adversas, como exposição a altas temperaturas, substâncias químicas tóxicas, radiação, falta de nutrientes essenciais e infecção por patógenos. Também podem ocorrer estresses celulares internos, como danos ao DNA, desequilíbrios no metabolismo celular e acúmulo de proteínas mal dobradas ou danificadas. Esses fatores de estresse podem desencadear uma resposta celular de sobrevivência ou morte, dependendo da severidade e duração do estresse.
Estímulos simples no dia a dia, como restrição calórica por longos períodos (a exemplo do jejum intermitente), já desencadeiam a reação de sobrevivência das células, o que pode estimular o healthspan e a longevidade.
Referência:
Beaudoin-Chabot, C., Wang, L., Celik, C. et al. The unfolded protein response reverses the effects of glucose on lifespan in chemically-sterilized C. elegans. Nat Commun 13, 5889 (2022). https://doi.org/10.1038/s41467-022-33630-0

