Dano à membrana celular pode desencadear senescência

Uma pesquisa liderada pela UCLA Health apresentou descobertas surpreendentes sobre o impacto do dano à membrana celular nas células, revelando um terceiro resultado até então desconhecido: a senescência celular. 

A membrana celular, com apenas 5 nanômetros de espessura, desempenha um papel decisivo na proteção das células, e este estudo destaca como o dano à membrana pode alterar o que acontece com as células.

Leia mais: Envelhecimento e senescência celular

A equipe, liderada pela Dra. Keiko Kono, chefe da unidade que estuda membranas, buscava compreender os mecanismos de reparo da membrana celular danificada. No entanto, eles acabaram descobrindo que o dano à membrana celular não apenas desencadeia processos de recuperação ou morte celular, mas também pode levar à senescência celular.

O estudo revelou que a extensão do dano e o subsequente influxo de íons de cálcio desempenham um papel crucial na determinação do destino celular. 

Enquanto danos leves podem ser facilmente reparados, e danos severos levam à morte celular, os danos intermediários resultam na transformação das células normais em senescentes vários dias depois, mesmo quando o fechamento da membrana parece ser bem-sucedido.

A senescência celular é um estado em que as células param de se dividir irreversivelmente, sendo um fenômeno associado ao envelhecimento. As células senescentes continuam metabolicamente ativas, mas sua presença pode ter impactos tanto benéficos quanto prejudiciais no corpo, incluindo aceleração da cicatrização de feridas, promoção do câncer e envelhecimento.

A descoberta desafia conceitos anteriores sobre os indutores de senescência celular. 

Enquanto muitos acreditavam que a repetida divisão celular era o principal desencadeador, o estudo da UCLA Health revelou que o dano à membrana celular pode induzir à senescência por meio de um mecanismo que envolve cálcio e o gene supressor de tumores p53.

Essa pesquisa pode ter implicações significativas no entendimento dos processos celulares associados ao envelhecimento e na busca por estratégias que promovam uma longevidade saudável. 

Referência:

Suda, K., Moriyama, Y., Razali, N. et al. Plasma membrane damage limits replicative lifespan in yeast and induces premature senescence in human fibroblastsNat Aging (2024). https://doi.org/10.1038/s43587-024-00575-6

Autor

  • Comitê Científico Lifespan

    O Comitê Científico do Lifespan é composto por jornalistas, pesquisadores, médicos e estudiosos da longevidade humana. Nosso objetivo é analisar, interpretar e trazer ao público as principais notícias e descobertas desse ramo, com base na ciência.

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