Pets podem preservar saúde mental de idosos solitários

Um estudo recente, conduzido por pesquisadores da Guangzhou University, descobriu uma possível ligação entre ter pets ou animais de estimação e a redução do declínio cognitivo em idosos, especialmente no caso daqueles que vivem sozinhos. 

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Essa pesquisa, publicada no JAMA, incluiu 7.945 participantes com idade igual ou superior a 50 anos, explorando a complexa interação entre o envelhecimento, a saúde cognitiva e o papel dos animais de estimação.

As descobertas do estudo indicam que os proprietários idosos de pets apresentaram uma taxa mais lenta de declínio em funções cognitivas-chave, como memória verbal e fluência, em comparação com aqueles sem animais de estimação. 

Esse efeito foi mais marcante em indivíduos que moravam sozinhos, sugerindo que os animais de estimação podem desempenhar um papel crucial em atenuar os desafios cognitivos frequentemente associados ao envelhecimento e à solidão.

Uma observação importante do estudo foi sobre o impacto da solidão na saúde das pessoas. Enquanto a posse de animais de estimação proporcionava benefícios de maneira geral, seu efeito era substancialmente maior para aqueles sem companheiros humanos. 

A hipótese é de que, para idosos que vivem sozinhos, os animais de estimação podem não ser apenas companheiros, mas também um suporte vital para a acuidade mental.

No entanto, o estudo reconhece suas limitações, incluindo o foco em funções cognitivas verbais e uma demografia predominantemente branca, indicando a necessidade de pesquisas mais inclusivas. 

Além disso, a natureza observacional do estudo significa que, embora haja uma clara associação, a causalidade não pode ser definitivamente estabelecida.

Efeitos da solidão na saúde

Muitos especialistas em gerontologia têm alertado para a “epidemia da solidão” entre pessoas idosas. De fato, à medida que envelhecemos, nossos círculos sociais diminuem.

Mas isso não precisa ser naturalizado e compreendido como algo inevitável.

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Embora a solidão possa oferecer momentos de paz e reflexão, ela também apresenta riscos significativos, especialmente para os idosos.

A solidão e o isolamento social, frequentemente acompanhando um estilo de vida pouco saudável, podem ter efeitos prejudiciais para o bem-estar físico, mental e emocional.

Alguns deles são:

  • Aumento do Risco de Depressão
  • Declínio da Saúde Física
  • Piora da Saúde Mental
  • Mobilidade e Atividade Física Limitadas
  • Falta de senso de propósito
  • Taxas de Mortalidade Mais Altas
  • Diminuição da Qualidade de Vida

Por isso, é muito importante abordar a problemática da solidão entre os idosos, principalmente na busca pela longevidade.

E embora a companhia humana seja ideal, os animais de estimação podem ser uma alternativa, como revelam os estudos.

Autor

  • Comitê Científico Lifespan

    O Comitê Científico do Lifespan é composto por jornalistas, pesquisadores, médicos e estudiosos da longevidade humana. Nosso objetivo é analisar, interpretar e trazer ao público as principais notícias e descobertas desse ramo, com base na ciência.

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