A demência é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Só no Brasil, 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Embora não haja cura para doenças como o Alzheimer, há evidências crescentes de que a dieta mediterrânea pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver demência.
Se você não conhece essa estratégia alimentar ainda, não se preocupe, pois vamos explicá-la. A dieta mediterrânea é uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, nozes, sementes, legumes, azeite de oliva e peixes, e pobre em carnes vermelhas e açúcares refinados. É a alimentação clássica de países como Grécia e Itália, por exemplo.
Vários estudos epidemiológicos e clínicos têm investigado a relação entre a dieta mediterrânea e o risco de demência, com resultados encorajadores. Um deles acaba de ser publicado no BMC Medicine, conduzido por pesquisadores da Universidade de Newcastle.
O estudo, que acompanhou 60.298 indivíduos do UK Biobank, aponta que aqueles que seguem uma dieta semelhante à mediterrânea têm até 23% menos risco de desenvolver demência.
Os pesquisadores acompanharam os participantes por quase uma década; eles foram classificados com base no quanto sua dieta se aproximava do padrão mediterrâneo e avaliados também quanto ao seu risco genético para desenvolvimento de demência.
O resultado foi bastante promissor: os pesquisadores encontraram uma associação positiva entre a dieta mediterrânea e redução no risco de demência, mesmo entre aqueles com predisposição genética.

