Periodontite é uma doença inflamatória crônica que afeta os tecidos que rodeiam os dentes, incluindo a gengiva, o osso alveolar e o ligamento periodontal. Existem várias causas para a periodontite, incluindo bactérias e fatores genéticos, mas o que tem chamado a atenção dos cientistas recentemente é o papel das células senescentes sobre o agravamento do quadro.
Para quem ainda não está familiarizado com o termo, células senescentes são células que deixaram de se dividir e se tornaram metabolicamente ativas – como células-zumbi, popularmente falando.
Essas células são conhecidas por contribuir para o envelhecimento e para o desenvolvimento de doenças relacionadas à idade, incluindo a periodontite. Isso porque elas se acumulam em tecidos inflamados, onde podem secretar substâncias inflamatórias que contribuem para a progressão da doença.
Um novo estudo da Universidade de Osaka está olhando justamente para essa conexão.
Segundo os pesquisadores, as células senescentes, que são células que deixaram de se dividir e se tornaram metabolicamente ativas, como explicamos anteriormente, estão presentes no tecido periodontal, especialmente no ligamento periodontal em camundongos idosos. Lá, elas passam a secretar substâncias inflamatórias que pioram a doença e levam à degradação dos tecidos periodontais.
Além disso, o estudo descobriu que o miRNA-34a, uma pequena molécula dentro das células, está envolvido na produção desses fatores inflamatórios pelas células senescentes do ligamento periodontal.
Os pesquisadores sugerem que as células senescentes e o miRNA-34a podem ser alvos promissores para o tratamento da periodontite em pessoas mais velhas.

